Nos últimos dias ficou tensa a relação entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, o Banco Central norte-americano. O motivo do conflito é o fato de que o líder do executivo deseja que a política monetária seja mais flexível e, portanto, reduzam as taxas de juros de maneira mais agressiva.
Será que Trump, que costuma ser muito preocupado com o crescimento econômico, está tendo acesso a informações que o fazem crer que a economia americana se vê em franca desaceleração?
Há, de fato, alguns dados que indicam maior esfriamento econômico. Por exemplo, a venda de caminhões pesados, que costuma ser um bom indicador que antecipa recessões, retraiu fortemente a partir de julho e recua 31% na comparação entre os meses de novembro de 2024 e 2025. No gráfico abaixo é possível ver, não apenas a recente queda, mas como esse movimento antecipou recessões anteriores, marcadas em em cinza.
No mercado de trabalho também é possível observarmos um arrefecimento, pois desde maio o crescimento do número de trabalhadores (exceto trabalhadores rurais) é nulo, e, devido a esse fato, a taxa de desemprego subiu de 4% para 4,4% ao longo de 2025.
Essa deterioração ocorre apesar dos volumosos investimentos realizados em inteligência artificial, que vêm sustentando parte relevante do crescimento recente. Ao se excluir esse vetor específico, cresce a probabilidade de que a economia americana já esteja ingressando em uma recessão leve.
O quadro torna-se ainda mais sensível quando se considera que o governo dos EUA opera com um déficit fiscal próximo de US$ 2 trilhões, reduzindo o espaço para estímulos adicionais sem pressionar ainda mais a dívida pública.
Diante desse cenário, o mercado financeiro passa a monitorar com atenção o risco de redução da independência do banco central americano, especialmente em um momento institucionalmente delicado: em maio de 2026 encerra-se o mandato de Jerome Powell à frente do Federal Reserve.
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